Governadores da Amazônia podem se encontrar com Macron por ajuda contra as queimadas, bem que a reunião poderia ser na Guiana e incluir na pauta o blockchain


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Anteontem postei aqui sobre o assunto que vem ganhando repercussão mundial - Todos pela Amazônia, incluindo quem usa o blockchain e criptomoedas para proteger a floresta e combater o desmatamento, queimadas e garimpo ilegal - e no meio de indas e vindas do governo federal sobre aceitar o dinheiro de ajuda, proposta pelos países ricos reunidos no G7, parece que os governadores da Amazônia brasileira podem se reunir diretamente com o presidente da França. Pelo menos é o que revela esta reportagem publicada no site Congresso em Foco: Macron vai se reunir com governadores da Amazônia caso Planalto negue ajuda do G7.

A articulação foi iniciada por um senador da REDE eleito pelo Amapá, estado que faz fronteira com o território francês da Guiana e que segundo matéria no Estadão, cujo link compartilho no final do post, mantém operações conjuntas e ações na fronteira com apoio da Embaixada da França no Brasil. Pesquisando na internet achei este video no canal Guyane 1ère no YouTube - Education: Les jeux scolaires Amapa-Guyane (Educação: Os jogos escolares Amapá-Guiana Francesa) - mostrando um singelo evento entre vilarejos fronteiriços. No mesmo canal fiquei sabendo que o território recebeu a visita do então candidato a presidencia em 2016 - Présidentielle : Emmanuel Macron et la Guyane - que segundo este outro video no site Franceinfo - Guyane : Emmanuel Macron, à la rencontre de la population de Cayenne - retornou como presidente eleito em outubro do ano passado.

Segundo a matéria do site Congresso em Foco a reunião dos governadores, eventualmente aqueles que já integram o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônial Legal, que reúne 9 estados, está prevista para acontecer em Paris depois de setembro. É muito improvável mas seria simbólico que o encontro acontecesse no território da Guiana, seria mais "selvagem" e teria bem menos luxo mas pelo menos gastaria menos combustível :-) Outro video do canal Guyane 1ère - Incendies au Brésil, l'indignation en Guyane (Incêndios no Brasil, indignação na Guiana) - mostra a preocupação com a floresta da qual os habitantes de lá, imigrantes brasileiros incluídos, compartilham conosco.

Como comentei no post anterior, a tecnologia blockchain poderia ser aplicada para dar transparência e transformar o modelo econômico que incentiva o desmatamento e consequentemente as queimadas. Aparentemente o governo francês quer incentivar as empresas que atuam na área, como noticiado no site do Correio da Bahia - Paris acelera o blockchain - em junho do ano passado, e nos sites Webitcoin - Presidente da França fala sobre os usos do blockchain na agricultura e na indústria alimentícia - e Trustnodes - “We Are Pioneers” Says French Minister, €4.5 Billion Innovation Fund, Blockchain Tech to Modernize France ("Nós somos pioneiros" diz ministro francês, fundo de inovação em tecnologia blockchain de €4.5 bilhões para modernizar a França) - em março e abril deste ano.

Segundo a matéria no Webitcoin, Macron defendeu a adoção do blockchain afirmando: “Vamos fazer isso na Europa, estar na vanguarda dos dados agrícolas, desenvolvendo ferramentas que rastreiam todos os produtos, desde a produção de matéria-prima até a embalagem e o processamento”. Desta forma, produtos provenientes de terras griladas, com madeira ilegal e minérios de garimpos clandestinos poderiam perder mercado por não estarem registrados nas sequências de blocos criptografados, evitando atitudes drásticas como o boicote anunciado hoje no site Antagonista: Timberland, Vans e outras 16 marcas suspendem compra de couro brasileiro.

Acho que além de dar um upgrade no setor, destacar a tecnologia impulsionaria as ações já iniciadas por companhias francesas e européias que atuam no Brasil, como publicado nos sites Blockinfo - Carrefour do Brasil adotam blockchain para rastrear carne suína Qualitá - Guia do Bitcoin - Nestlé e Carrefour se unem à IBM em tecnologia de blockchain - Futures Centre - Nespresso France leads companies tracking sustainable actions on blockchain (Nespresso França lidera empresas no monitoramento de práticas sustentáveis usando blockchain) e WWF: Leroy Merlin promotes a culture of sustainable forest management (Leroy Merlin - rede que tem 42 lojas no Brasil - promove a cultura de manejo sustentável da floresta).

Aliás, a ONG ambiental WWF (https://www.wwf.org.br) que apoia a rede de lojas de materiais de construção sediada na França, lançou em janeiro a primeira plataforma em blockchain do mundo que permite a todos monitorar os impactos éticos e ambientais de alimentos e produtos: World first: revolutionary blockchain platform empowers all to track environmental and ethical impact of food and products. Na mesma época a consultoria Accenture lançou o relatório - Tracing the Supply Chain: How Blockchain Can Enable Traceability in the Food Industry (Rastreamento da cadeia de suprimentos: Como o blockchain pode viabilizar o monitoramento da indústria alimentícia) - que teve membros da ONG como conselheiros.

Pelo que sei a WWF Brasil ainda não anunciou o funcionamento desta plataforma por aqui, de qq forma projetos e ONGs brasileiras podiam incorporar as vantagens do blockchain, como o manejo do peixe Pirarucu do Instituto Mamirauá (https://www.mamiraua.org.br) ou a Rede de Sementes do Xingú (https://www.sementesdoxingu.org.br) do ISA (https://www.socioambiental.org). Outras empresas, mesmo sem preocupações com a produção ética e sustentável, vêem o Brasil como importante mercado, como o anúncio feito em uma feira agrícola em Roraima que compartilhei aqui em Boapin, plataforma de negociação de commodities agrícolas que usa blockchain da IBM anuncia adesão e acordos com empresários e autoridades do Brasil ou a loja de Minas Gerais: O e-commerce que certifica queijos com blockchain e aceita pagamentos em bitcoin - Pequenas Empresas Grandes Negócios.

Já os projetos que envolvem blockchain e criptomoedas, além dos que citei no post anterior, mesmo sem ser na Amazônia também compartilhei aqui semanas atrás - Projeto da criptomoeda Moeda Seeds quer apoiar a produção de cerveja com castanha de baru em Formosa/GO. Talvez como um prenúncio do que viria depois, lembrei tb que no início do novo governo, uma das primeiras medidas foi cortar verbas de um projeto envolvendo os povos da floresta e ativos digitais, que comentei aqui em Criptomoeda indígena, projeto interrompido no Brasil se juntaria a outras iniciativas no mundo, tema que retomei justamente recuperando um diálogo entre um indígena e um francês na costa do Brasil, o primeiro registro em livro do ponto de vista nativo - Dia do Índio: criptomoedas indígenas e uma lição de economia de 500 anos atrás.


Estadão: Em meio a desgaste com Bolsonaro, França busca diálogo direto com o Amapá. Governador do Estado é presidente de consórcio de desenvolvimento da Amazônia Legal e faz parte da ala mais crítica ao governo federal. País europeu antecipou ao Estado que a posição do G-7 seria mais conciliadora...


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28.08.2019 23:24
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